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Brasil atinge marca de 2 milhões de trabalhadores por aplicativos, aponta novo relatório do IBGE

O Brasil registrou quase 2 milhões de trabalhadores por aplicativos em 2025, segundo novo relatório do IBGE de setembro de 2026.

A pesquisa mostra que 1,959 milhão de pessoas ganham renda por meio de apps de transporte, entregas e serviços no país.

Os dados refletem crescimento rápido e alertam: dois em cada três desses profissionais estão sem proteção previdenciária.

Você vai entender quem são esses trabalhadores, como garantir seus direitos e onde buscar proteção imediata.

O que os números do IBGE dizem sobre trabalho por app hoje

A PNAD Contínua revelou uma alta de 36,8% em três anos no número de profissionais que usam plataformas digitais para trabalhar.

O salto aconteceu de 2022 para 2025 e marca a popularização dos apps como fonte de renda em todo o país.



O IBGE destacou que essas plataformas vão do transporte tradicional até serviços de entrega e chamados profissionais, tudo mediado por aplicativo.

Apesar de crescer na oferta, a categoria enfrenta insegurança social e renda abaixo da média.

Perfil e rotina do trabalhador por aplicativo

O levantamento mostra que 84,4% dos trabalhadores por app são homens. Quase metade está entre 25 e 39 anos.

O que mais chama atenção é a concentração em poucos setores. Veja como se distribuem esses trabalhadores nas principais áreas:

  • Transporte de passageiros: 1,2 milhão (60%)
  • Entregas: 585 mil
  • Serviços gerais/profissionais: 313 mil

Isso significa que motoristas e entregadores compõem a maioria. Aplicativos como Uber, 99, iFood são os principais canais.

No geral, trabalhar por aplicativo exige jornadas extensas. Quem depende desses apps trabalha 5,4 horas a mais por semana que outros do setor privado.

A renda fica perto da média nacional: R$ 3.147 mensais. Mas o ganho por hora é 12% menor que em outras ocupações “normais”.

O volume de trabalho maior nem sempre se traduz em salário elevado ao final do mês. O risco de oscilar renda é real.

Quem é afetado pelo crescimento no trabalho por aplicativo

O aumento impacta quem busca alternativa de renda ou precisa conciliar horários flexíveis com outras atividades. Esse perfil é comum em várias regiões do país.

Pessoas que perderam o emprego formal ou preferem trabalhar por conta própria entram nesse universo, muitas vezes sem apoio trabalhista.

Tem muita gente apostando nos aplicativos para driblar o desemprego, arcar com imprevistos ou ampliar o orçamento da família.

Por trás dos números, há realidades diferentes: de jovens recém-chegados ao mercado até adultos experientes buscando estabilidade.

O ponto comum é a falta de proteção social, com preocupação sobre futuro e seguridade.

Direitos: O que está em jogo e quando muda a lei

Hoje, não há vínculo CLT para motoristas/entregadores de app. Trabalhador e plataforma são, legalmente, independentes.

O PLP 152/2025, que deveria regulamentar os direitos dessa categoria, segue travado no Congresso. Não passou pela votação esperada em 2026.

A discussão política pode se estender para 2027, sem previsão de mudança prática no curto prazo.

No exterior, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) aprovou diretrizes de proteção social em junho de 2026, mas o Brasil precisa flexibilizar sua lei para adotar.

Enquanto não há mudança, quem trabalha por app deve agir por conta própria para evitar ficar desamparado.

O que fazer agora para garantir proteção previdenciária

Sem vínculo empregatício, a responsabilidade pelo INSS é do próprio trabalhador. Ficar sem contribuir significa estar vulnerável a imprevistos.

Esses são os principais caminhos para se tornar segurado e garantir proteção básica em caso de acidente, doença ou para aposentadoria:

  • MEI (Microempreendedor Individual): cobrança simplificada, pagamento via DAS, inclui INSS e impostos.
  • Contribuinte Individual: pagamento mensal direto ao INSS, com duas opções de plano.

Cada formato tem vantagens e limites. O ideal é comparar e escolher o que cabe no seu bolso e objetivo de longo prazo.

Passo a passo: como se inscrever no INSS autônomo

  1. Pegue seu PIS/NIT: É a identificação necessária para qualquer cadastro no INSS.
  2. Acesse o site Meu INSS: Use o portal oficial ou app no celular.
  3. Escolha a guia correta: Defina se vai contribuir como MEI, plano simplificado (11%) ou normal (20%).
  4. Emita a GPS (Guia de Pagamento): Gera boleto para pagar o INSS. No MEI, já vem no DAS.
  5. Pague todo mês até dia 15: Mantendo o pagamento, você fica segurado.

Na dúvida, peça auxílio nos canais oficiais antes de pagar. Evite sites desconhecidos para não cair em golpe.

No MEI, tudo acontece pelo Portal do Empreendedor.

No contribuinte individual, escolha entre o plano simplificado (apenas por idade) ou normal (para aposentadoria por tempo e valores maiores).

Cada um tem percentual diferente sobre o salário mínimo. O boleto é mensal e permite histórico de contribuição.

Entendendo custos e diferenças: MEI x Contribuinte Individual

ModalidadeValor pagoPrincipais benefícios
MEIAprox. 5% do salário mínimo + taxas fixasINSS, descontos, auxílio por doença, aposentadoria por idade
Contribuinte Individual (simplificado)11% do salário mínimoAposentadoria por idade e auxílio doença
Contribuinte Individual (normal)20% de qualquer valor entre mínimo e tetoAposentadoria por tempo, valores mais altos, mais flexibilidade

A escolha depende se você quer o básico, busca cobertura maior ou planeja contribuição sobre valor acima do salário mínimo.

Canais oficiais para tirar dúvidas e resolver problemas

  • Meu INSS: App (Android ou iOS) e portal oficial.
  • Central 135: Telefone para atender dúvidas, agendar serviços ou consultar pagamentos de benefícios.
  • Portal do Empreendedor: Formalize ou altere o MEI sem intermediários.

Qualquer dificuldade com acesso, senha ou atualização, tente o aplicativo ou ligue para a Central antes de procurar terceiros.

Mantenha seu cadastro atualizado para evitar perder benefícios ou ficar irregular sem nem perceber.

Como evitar golpes e proteger sua conta nos apps

Fujo de sites que prometem “regularizar automaticamente” sua situação ou oferecem “isenção mágica” de impostos.

O caminho seguro é sempre usar canais oficiais do Governo Federal (terminados em .gov.br) e apps originais das plataformas.

Se receber bloqueio injusto do app, tente resolver dentro do próprio aplicativo e salve prints das conversas.

Em último caso, procure a Defensoria Pública ou advogado especializado para discutir questões como nexo ocupacional em acidente ou bloqueio indevido.

Entregador com smartphone na cidade destacando economia gig

O que esperar para a regulação e próximos movimentos

Segundo informações disponíveis, não há expectativa de mudança ou votação do PLP 152/2025 no curto prazo.

O tema está travado no Congresso. Mudanças relevantes podem ficar só para 2027. Novas regras só valem após aprovação e adaptação pelo Brasil.

Recomenda-se acompanhar o site da Câmara dos Deputados e notícias confiáveis para atualizar cenário e requisitos.

Próximo passo para trabalhador por app: regularize sua proteção

Garanta sua inscrição no INSS ou MEI, confira boletos e mantenha cadastro em dia para ter acesso ao básico quando for preciso.


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Marisa Oliveira é uma jornalista com 13 anos de experiência com produção de conteúdos para sites de diversos nichos, principalmente para sites sobre Tecnologia. Amante de cinema, vinhos e cachorros.